Aprendizagem e trocas intergeracionais: perceções de facilitadores de um programa comunitário

Autores

  • Lia Araújo Instituto Politécnico de Viseu
  • Susana Fonseca Escola Superior de Educação e Centro de Estudos em Educação e Inovação do IPV
  • Cátia Magalhães Escola Superior de Educação e Centro de Estudos em Educação e Inovação do IPV
  • Edgar Campos Escola Superior de Educação do IPV
  • Filipa Rodrigues Escola Superior de Educação do IPV
  • Mara Maravilha Escola Superior de Educação do IPV
  • Regina Figueiredo Universidade de Vigo
  • Nuno Costeira Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Encoberta
  • Carla Loureiro Universidade Sénior de Nelas
  • Minda Santos Universidade Sénior de Nelas
  • Jessica Carvalho Aproximar, CRL
  • Joana Portugal Aproximar, CRL
  • Maria João Amante Escola Superior de Educação e Centro de Estudos em Educação e Inovação do IPV

Resumo

Introdução: O COBLAGES é um programa intergeracional direcionado a estudantes de ensino superior e a pessoas idosas, no qual ambas as gerações analisam em conjunto um desafio societal (sustentabilidade ambiental, transformação digital ou envelhecimento dos meios rurais) e propõem um projeto de intervenção. Ao longo das 6 sessões do programa, três grupos (4 estudantes + 4 seniores cada) foram acompanhados conjuntamente por professores do ensino superior e profissionais de ação local, que atuaram como facilitadores das sessões. O presente estudo tem como objetivo compreender as perceções dos facilitadores sobre este programa intergeracional. Metodologia: Focus group com oito facilitadores (dois homens e seis mulheres), com base num guião semiestruturado, cujos dados recolhidos foram analisados através de análise temática reflexiva. Resultados: Os facilitadores destacaram benefícios para os estudantes (aprendizagens mais contextualizadas, desenvolvimento de competências socioemocionais e desconstrução de estereótipos associados às pessoas mais velhas), para as pessoas mais velhas (sentimentos de utilidade, propósito, aprendizagem ao longo da vida e pertença ao grupo) e para si próprios (mudanças na prática pedagógica, aquisição de metodologias mais ativas, colaboração interdisciplinar e prazer no decorrer da experiência). Emergiram boas práticas relacionadas com a utilização de espaços comunitários, atividades participativas e centradas no território, bem como desafios ligados à gestão do tempo, avaliação e continuidade das relações após o término do programa, apontando-se várias propostas de melhoria com vista à sua sustentabilidade futura. Conclusões: Práticas pedagógicas intergeracionais e contextualizadas podem promover o desenvolvimento pessoal, social e comunitário, evidenciando-se benefícios simultâneos para estudantes, pessoas mais velhas e facilitadores.

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Publicado

2026-07-30